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Archive for the ‘Música’ Category

Bugaku Hoe: dança e canto budista

Espetáculo consiste em músicas com instrumentos de sopro, corda e percussão, inspiradas em cerimônias budistas

O grupo japonês Bugaku Hoe apresenta músicas da orquestra mais antiga do mundo, com 1.300 anos de história

É possível unir orquestra, bailado e canto budista? Sim. E não é num templo religioso que você verá uma mistura como essa. Pela primeira vez no Brasil, o tradicional grupo japonês Bugaku Hoe se apresentará nas cidades de São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. E o melhor: a entrada é gratuita em todos os locais.

Considerado Patrimônio Cultural Intangível, no Japão, o espetáculo Tradições Criativas consiste em Gagaku (orquestra), Bugaku (bailado) e Shomyo (canto budista).

O espetáculo já encantou pessoas da Europa, América do Norte, China e Coréia do Sul.

Coreografias acompanham músicas tocadas por instrumentos de sopro, cordas e de percussão

Bugaku

Bugaku são os bailados que acompanham a música de Gagaku. Dois grupos dançam vestidos com fantasias coloridas e usando máscaras.

Um (Saho Bugaku) acompanha a música introduzida pela China e o outro (Uho Bugaku) acompanha uma música vinda da península coreana.

Gagaku

Gagaku é um conjunto de instrumentos de sopro, cordas e de percussão e é a mais antiga manifestação cultural japonesa e também a mais antiga orquestra do mundo com mil e trezentos anos.

Sua origem se deu com a música de côrte e foi tocada durante rituais religiosos e cerimônias oficiais da Casa Imperial, mas também era tocada por aristocratas apenas por diversão.

Além disso, o Gagaku é a música de ritual do Shinto e atualmente pode ser ouvido em cultos e casamentos xintoístas.

Shomyo

Shomyo é o canto de cerimônia budista e tem como ponto de partida o Shomyo do Tibete. Considerada a arte vocal mais sofisticada no Japão, é transmitida entre os monges budistas(Shingon e Tendai).

Para a maioria dos japoneses, shomyo não é uma música muito familiar, mas ela pode ser ouvida em rituais religiosos.

Mandalas

No bugaku-hoe(cerimônia litúrgica) duas mandalas, diagramas sagrados que encarnam a realidade do budismo esotérico, são colocadas no palco para um rito chamado ‘mandala shomyo’. a mandala taizokai representa a misericórdia de Buda, e a mandala kongokai a sabedoria de Buda, são usadas em conjunto para significar não-dualidade. Os cantos executados pelos monges sentados do lado esquerdo, que está associado com a direção leste e com o sol, é o Tendai shomyo, e os monges, à direita, que está associada com a direção oeste,e  a lua, é o Shingon shomyo. Os bailarinos bugaku executam duas peças diferentes, uma chamada ryo-o, em louvor da taizokai mandala, e a outra chamada nasori, em louvor da kongokai mandala.

Mandala Taizokai
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Mandala Kongokai

kongo

Fonte: Made in Japan;  Emabassy of Japan in the UK

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    A palavra taiko significa simplesmente “grande tambor” em Japonês. Fora do Japão, a palavra é usada frequentemente para referir-se a alguns dos vários tambores japoneses (‘wa-daiko‘, “Tambor Japonês”, em Japonês)

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Apresentação de Taiko no Japan Fest Brasília 2008

O nagado-daiko (taiko de corpo longo) consiste de duas peças de pele de vaca estendidas e tensionadas sobre um corpo de madeira (tradicionalmente escavado em uma única peça, mas hoje em dia feita de tábuas como um barril). As peles do tsukeshime-daiko (às vezes chamado simplesmente de “shime-daiko” ou “shime”) são estendidas sobre anéis de aço e montadas como um sanduíche sobre um corpo menor. As cordas usadas para fixar as peles no tsukeshime-daiko’s são tensionadas antes de cada uso. O okedo-daiko (taiko com corpo em barril, normalmente chamado de “okedo” ou “oke”) pode ser montado sobre um suporte e tocado como outros tipos de taiko, mas é usualmente fixado com alças e carregado nos ombros do percussionista que pode assim andar e tocar ao mesmo tempo. Outros taikos japoneses incluem o uchiwa-daiko (taiko), hira-daiko (taiko chato), o-daiko (grande taiko) e uma variedade de outros instrumentos de percussão utilizados nos conjuntos musicais japoneses como o noh, o gagaku e o kabuki.

Os tambores okedo-daiko drums vão desde pequenos instrumentos fáceis de carregar até o maior de todos os tambores japoneses. Diferentemente do nagado, este tambor pode ser feito em vários tamanhos mas não em qualquer tamanho, devido à sua construção com tábuas de madeira.

A região de Aomori é famosa pelo festival Nebuta onde enormes okedo-daiko são tocados por muitas pessoas enquanto são transportados pelas ruas.

O okedo também pode produzir um som metálico por percussão em seu anel, chamado “ka.” Ao produzir este som, os músicos devem ter cuidado para percutir apenas a parte externa do anel metálico e não o ponto de fixação no corpo do instrumento. A madeira fina e leve do okedo pode ficar marcada e rapidamente deteriorada se atingida.

Usos do taiko na guerra

No Japão feudal, taikos eram frequentemente usados para motivar as tropas, para ajudar a marcar o passo na marcha e para anunciar comandos e anúncios marciais. Ao se aproximar ou entrar no campo de batalha o taiko yaku (tocados de tambor) era responsável por determinar o passo da marcha, usualmente com seis passos por batida do tambor (batida-2-3-4-5-6, batida-2-3-4-5-6).

De acordo com uma das crônicas históricas (o Gunji Yoshu), nove conjuntos de cinco batidas servia para levar um batalhão à batalha, enquanto nove conjuntos de três batidas aceleradas três ou quatro vezes e seguidas pelos gritos “Ei! Ei! O! Ei! Ei! O!” era a chamada para avançar e perseguir o inimigo.

 

Grupo tradicional de Taiko 

Bachi
as baquetas de madeira utilizadas para tocar o taiko.
Ji
também chamado Jiuchi, é um ritmo básico usado para suportar o ritmo principal, ou o O-uchi. Pode também ser descrito como a métrica ou o caráter de uma peça. Alguns dos ritmos mais comuns para o ji são don doko, don ko, ou don go (padrão sincopado). Um Jikata é o músico que toca o ritmo ji.
Ma
um termo japonês para “espaço”, é usado na música para descrever um período de silêncio (pausa). Na execução do taiko, ma é o período de tempo entre as batidas. É importante apreciar este silêncio da mesma forma que se apreciam as batidas. Uma vez que os conjuntos de taiko são focados no ritmo, o ma é crucial para adicionar dramaticidade e tensão. O ma pode ser uma pausa rítmica ou um silêncio estendido (como uma fermata) a ser quebrado por iniciativa do executante. Se o percussionista se concentra em ouvir o ma entre as batidas, ele ou ela vai criar um som muito mais efetivo e satisfatório.
Oroshi
é caracterizado por uma série de batidas no tambor. O executante começa lentamente com muito ma. Gradualmente o tempo de ma entre cada batida diminui mais e mais, até que seja tocada uma sequência muito rápida de batidas.

 

Grupo de Taiko Wadaiko Sho apresentando um Samba. 

 

(Fonte: Wikipedia e http://www.taiko.com.br)

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Como músico, mão poderia deixar de postar sobre esse violonista.

Nascido em 1 de fevereiro de 1968 em Osaka,Japão. Kotaro Oshio é um violonista instrumental, que é considerado um dos grandes ícones do instrumento.

Nota-se no seu estilo grande influência do também violonista Michael Hedges, e do guitarrista de Jazz Pat Metheny. Já se apresentou num dos maiores eventos de Jazz, o Montreau Jazz Festival.

Discografia:

Starting Point(2002)
Dramatic(2003)
Be Happy(2004)
Panorama(2005)
Color of Life(2006)
Blue Sky(2006)

 

 

 

E para quem gostar, segue abaixo os links para Download de alguns de seus álbuns.

 

Kotaro Oshio – Blue Sky(2006):
http://www.badongo.com/file/5065067

Kotaro Oshio- COLOR of LIFE(2006): http://www.badongo.com/file/5176026

Kotaro Oshio -Panorama(2005):
http://www.badongo.com/file/5179074

 

 

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    Yoshida Kyōdai são dois músicos japoneses que lançaram vários álbuns sob o selo Domo. São internacionalmente conhecidos como o Yoshida Brothers.
São dois irmãos e intérpretes da música tradicional japonesa, do estilo de Tsugaru-jamisen que teve origem no norte do Japão. Eles tiveram sua estreia em 1999 no Japão como um duo tocando o shamisen, e desde já, atraiu um público internacional.
Sua música tem sido uma fusão do rápido e percussivo estilo Tsugaru-jamisen, com influências ocidentais, juntamente com outras influências de musicas regionais. Além de executar canções que contam apenas sobre o shamisen, eles também utilizam modernos instrumentos como bateria, e sintetizadores.

 

 

 

(Fonte: Myspace oficial. Tradução: Victor Silvares)

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Rin’ é um grupo j-pop música pop japonesa combinando instrumentos tradicionais japoneses com padrões da música pop ocidental, criando uma música com texturas delicadas e ritmo pop. O trio feminino grupo se formou na renomada Universidade Nacional de Artes e Música de Tokyo em 2003. A banda estreou em Dezembro de 2003, no Meguro Gajoen, e em abril de 2004 lançou o seu primeiro single, “Sakitama,” pelo selo avex trax.

Chie Arai e Mana Yoshinaga tocam koto, sangen, e jushichi-gen, enquanto Tomoca Nagasu toca biwa e shakuhachi. As três são vocalistas.

Conforme entrevista na NHK japonesa, o nome Rin’ é uma corruptela do ingles ‘ring’, anel que se pronuncia em japonês Wa. Wa significa também ‘estilo japonês’ assim rin’ pode conter o significado de ‘ring’, anel e ‘estilo japonês’), fechando o círculo.

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