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Archive for maio \30\UTC 2008

Kakushibori, assim como o Munewari, não é um desenho, e sim um padrão de tatuagem.

Kakushibori são as tatuagens feitas no lado interno dos braços, perto das axilas. Esse local se difere dos outros, pois é onde pode-se tatuar coisas particulares,como: uma tatuagem-piada, um símbolo religioso, um desenho erótico. Hoje em dia é muito comum encontrar nesta área, personagens de animes como Pikachu ou Doraemon, ou até mesmo personagens Hentai.

No geral, são desenhos que apenas pessoas mais íntimas do tatuado tem acesso. Na imagem abaixo, temos um Kakushibori erótico. De uma gueixa nua lavando roupa.

Fonte: http://www.irezumi.us

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Origami

Origami (折り紙) é a arte japonesa de dobrar o papel. A origem da palavra advém do japonês ori (dobrar) kami (papel), que ao juntar as duas palavras a pronúncia fica “origami”. Geralmente parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores diferentes, prosseguindo-se sem cortar o papel.

No entanto, a cultura do Origami Japonês, que se desenvolve desde o Período Edo, não é tão restritiva acerca destas definições, por vezes cortando o papel durante a criação do modelo, ou começando com outras formas de papel que não a quadrada (rectangular, circular, etc.). Segundo a cultura japonêsa aquele que fizer mil origamis teria um pedido realizado.

História

Conforme se foram desenvolvendo métodos mais simples de criar papel, o papel foi tornando-se menos caro, e o Origami, cada vez mais uma arte popular. Contudo, os japoneses sempre foram muito cuidadosos em não desperdiçar; guardavam sempre todas as pequenas réstias de papel, e usavam-nas nos seus modelos de origami.

Durante séculos não existiram instruções para criar os modelos origami, pois eram transmitidas verbalmente de geração em geração. Esta forma de arte viria a tornar-se parte da herança cultural dos japoneses. Em 1787 foi publicado um livro (Hiden Senbazuru Orikata) contendo o primeiro conjunto de instruções origami para dobrar um pássaro sagrado(Tsuru – imagem abaixo) do Japão. O Origami tornou-se uma forma de arte muito popular, conforme indica uma impressão em madeira de 1819 intitulada “Um mágico transforma folhas em pássaros”, que mostra pássaros a serem criados a partir de folhas de papel.

Em 1845 foi publicado outro livro (Kan no mado) que incluía uma coleção de aproximadamente 150 modelos Origami. Este livro introduzia o modelo do sapo, muito conhecido hoje em dia. Com esta publicação, o Origami espalha-se como atividade recreativa no Japão.

Não seriam apenas os Japoneses a dobrar o papel, mas também os Mouros, no Norte de África, que trouxeram a dobragem do papel para Espanha na sequência da invasão árabe no século VIII. Os mouros usavam a dobragem de papel para criar figuras geométricas, uma vez que a religião proibia-os de criar formas animais. Da Espanha espalhar-se-ia para a América do Sul. Com as rotas comerciais marítimas, o Origami entra na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos.

A grande divisão entre a antiga dobragem do papel e a nova surgiu cerca de 1950 quando o trabalho de Akira Yoshizawa se tornou conhecido. Foi Yoshizawa quem criou a idéia da dobragem criativa (Sasaku Origami) e inventou todo um conjunto de métodos que nada devia

m ao origami do passado, permitindo dobrar uma série de animais e pássaros. Porém, ainda precisava de duas partes de papel para conseguir animais de quatro patas, o que só viria a ser ultrapassado com a invenção das Bases Blintzed em meados da década de 1950 por outros entusiastas, particularmente o norte-americano George Rhoades. Até lá, apenas era possível dobrar animais muito primitivos, incluindo o tradicional porco.

Segue abaixo um tutorial, em 21 passos, que ensina como fazer um tsuru, partindo de uma folha quadrada:

(Fonte: Wikipedia e http://www.sushiyoshi.com.br)

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Este símbolo está presente em praticamente todos os templos budistas e xintoístas pelo Japão. Seu nome é Tomoe, com o significado de ciclo ou giro, referindo-se ao movimento da terra. O tomoe é relacionado ao símbolo do yin-yang (tao), e também é apresentado com um significado semelhante: as diferentes forças no universo. Visualmente o tomoe é constituido de “vírgulas” interligadas.

O tomoe mais facilmente encontrado é o triplo(mitsu tomoe), mas também pode ser encontrado sozinho, em duo ou em quatro. O Mitsutomoe representa a divisão da universo numa visão Xintoísta, onde suas vírgulas representam A Terra, Os Céus e a Humanidade. Abaixo alguns modelos de tomoe:

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